Joesley entrega a Janot laudo de ex-agente do FBI sobre áudio com Temer

Postado em 17 de junho de 2017

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Objetivo do empresário foi atestar legitimidade do material entregue à PGR como prova de envolvimento do presidente

Joesley Batista, sócio da JBS junto com o irmão, Wesley Batista, prestou depoimento à Polícia Federal (PF), nessa sexta-feira (16), e voltou a acusar o presidente Michel Temer.

O empresário firmou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República e chegou a entregar ao procurador-geral, Rodrigo Janot, o áudio de uma conversa entre ele e o presidente, no Palácio do Jaburu.

No diálogo, Joesley conta a Temer que estaria subornando um procurador da República e dois juízes, na tentativa de barrar as investigações da Lava Jato, além de afirmar que estava pagando uma mesada ao ex-deputado Eduardo Cunha e ao operador financeiro Lúcio Bolonha Funaro, para mantê-los “sob controle”.

Do depoimento, o empresário também deu detalhes de sua relação com Temer e seus interlocutores. Joesley Batista ainda falou sobre a legalidade do áudio da conversa. Isso porque a defesa de Michel Temer contestou a gravação, alegando que ela teria sido adulterada.

Uma fonte ligada ao empresário também confirmou que o áudio é legítimo. “A gravação foi entregue na íntegra. Não tem edição. Joesley teria que ser um jumento para entregar ao procurador-geral da República uma gravação adulterada. E jumento ele não é”, afirmou.

No início da semana, antes mesmo do depoimento à PF, segundo informações do jornal O Globo, o empresário já havia encaminhado ao procurador-geral um laudo feito pela equipe de um ex-agente do FBI sobre a gravação e sobre o gravador usado para registrar a conversa com o presidente, atestando a veracidade do material.



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