André Régis é alternativa do PSDB para disputa do Senado

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O vereador do Recife André Recife (PSDB) colocou-se à disposição do partido para pleitear a vaga ao Senado nas eleições em outubro. O tucano sustenta a indicação de um tucano para a vaga de senador na chapa do PSB, com o intuito de defender o legado e as propostas da legenda no Estado. A sugestão, no entanto, não foi acatada pela Frente Popular, que colocou o ex-ministro da Integração Fernando Bezerra Coelho para o posto. No início deste mês, com a sucessão de desgastes entre o PSB e o PSDB, no âmbito nacional, a indicação de um nome para a disputa majoritária começou a ganhar força.

Há exatamente uma semana, o presidente do PSDB em Pernambuco, deputado federal Bruno Araújo, acionou o deputado estadual Daniel Coelho para ele ficar de sobreaviso para ser escalado para uma possível “missão majoritária”: ser candidato ao Governo de Pernambuco ou ao Senado Federal. Ao longo da semana, Araújo tentou aparar as arestas entre as legendas e afirmou que apostava na continuidade da aliança firmada entre o partido e o PSB, do ex-governador Eduardo Campos.

“Não queremos ser oposição à candidatura de Eduardo Campos, mas a favor de Aécio”, explicou o vereador. Segundo Régis, nenhum dos nomes postos para pleitear a vaga no Senado Federal – Fernando Bezerra Coelho (PSDB) e João Paulo (PT) – representam a visão do partido.

“Há um espaço importante para o Senado. Não existe polarização de ideias. Os dois defendem os objetivos do governo federal. O primeiro foi ex-ministro e o segundo é correligionário”, argumentou o vereador.

Régis argumenta ainda que comentava o desejo de entrar na disputa com o ex-presidente do partido Sérgio Guerra, que faleceu em março deste ano. “Sempre me coloquei à disposição do PSDB caso quisessem lançar representante ao Senado”, rememorou. A manobra é interessante, pois, como vereador, Régis pode manter o cargo caso não saia vitorioso do pleito.

A mudança de rumo do PSB e PSDB é atribuída ao possível rompimento dos socialistas com a candidatura do ex-ministro Pimenta da Veiga (PSDB) em Minas Gerais, Estado do senador Aécio Neves (PSDB), que assim como o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) disputará a Presidência da República. Segundo Bruno Araújo, o PSDB abriu mão de uma candidatura competitiva em Pernambuco em função de um entendimento de que o PSB faria o mesmo lá em Minas.

No início de maio, a vice de Eduardo Campos, Marina Silva, disparou críticas aos tucanos ao afirmar que o PSDB “cheira à derrota”. O mineiro respondeu dizendo que faltava humildade a ex-senadora, que estava fazendo o jogo do PT ao dividir à oposição.

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