Arco Metropolitano: Humberto vê ingratidão em socialistas

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O líder do PT no Senado, Humberto Costa, respondeu com veemência as acusações de que a suspensão da licitação das obras do Arco Metropolitano tenha alguma conotação política. Segundo o parlamentar, o Governo Federal tem todo o interesse que a obra seja realizada e concluída num curto intervalo de tempo, mas para isso é preciso fazer os ajustes necessários no edital.

“Estão querendo criar uma temática política em algo que não tem nada a ver. Estão querendo dizer que Pernambuco está sendo discriminado porque o governador rompeu com Lula, rompeu com Dilma, rompeu como Governo. Não existe nada disso. Estão criando um clima de confronto com o Governo Federal desnecessariamente. No governo Dilma, Pernambuco recebeu mais recursos do que no governo do presidente Lula. E eu acho que é uma profunda ingratidão alguém dizer que o governo que fez por Pernambuco o que fez estaria tendo uma postura de retaliação”, afirmou o senador em entrevista a uma rádio local.

O senador, que ontem teve um encontro com o ministro dos Transportes, relatou as razões pelas quais houve o adiamento do processo de licitação. De acordo com Humberto Costa, existem questionamentos ao anteprojeto contratado pelo Governo do Estado. O projeto inicial foi pensado como uma PPP, inclusive com a cobrança de pedágio, mas o Governo Federal é contra a cobrança de pedágio em regiões metropolitanas.

“Por essa razão, o Governo Federal decidiu por ele próprio fazer a obra. Quando essa decisão foi tomada, o Governo do Estado ofereceu a União o projeto que havia sido feito com vistas a uma PPP. O Governo Federal recebeu esse projeto e começou a preparar a licitação”, disse.

Humberto disse que foram observadas uma série de imprecisões e erros de cálculos no documento inicial. “Não seria prudente por parte do governo, inclusive, porque o próprio TCU havia levantado questionamento em alguns aspectos do edital que estava sendo formulado. Então, o governo entendeu que seria uma boa precaução não lançar ao edital agora”, destacou o senador.

Natália Kozmhinsky

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