Candidatura presidencial de Eduardo Campos deve marcar cenário político em Pernambuco

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Candidatura presidencial de Eduardo Campos deve marcar cenário político em Pernambuco

Em Pernambuco, o cenário político de 2014 deve ser marcado pela candidatura presidencial do governador Eduardo Campos (PSB). Planejada há meses, a candidatura deve ser oficializada antes mesmo que o socialista deixe o cargo, em abril deste ano. No início da semana, Campos anunciou, em uma rádio de Palmares, na Mata Sul do Estado, que renunciará ao mandato de governador no dia 4 de abril, último do prazo para disputar cargos políticos nas próximas eleições. No lugar dele, assume o vice, João Lyra Neto (PSB), que promete um governo de continuidade e uma transição sem traumas.

Até então tida como uma possibilidade, a candidatura presidencial do governador pernambucano começou a ser construída em setembro, quando o PSB entregou os cargos que possuía no Governo Federal. Ela ganhou força no início de outubro, quando a ex-senadora Marina Silva filiou-se ao partido após ter o registro da Rede Sustentabilidade negado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Dona de uma votação de 19,6 milhões de pessoas nas eleições de 2010, Marina trouxe visibilidade nacional ao projeto de Eduardo, o que acelerou as movimentações em torno da candidatura. No final de novembro, os dois lançaram um documento que servirá de base para a elaboração do plano de governo e disponibilizaram na Internet uma plataforma digital para recolher sugestões da população.

Hoje, a principal dificuldade de Campos na disputa é o desconhecimento fora de Pernambuco. Segundo o Ibope, aproximadamente 50% dos brasileiros desconhecem o governador; um percentual que ele precisará conquistar durante a campanha eleitoral. Para isso, o PSB tem tentado atrair partidos mais independentes das órbitas do PT e do PSDB. Apesar disso, a candidatura do PSB só saiu do isolamento no início de dezembro com os apoios do PPL e do PPS.

Quem também pode ajudar a reverter o desconhecimento é Marina, que pode apresentar o pernambucano a uma parcela do eleitorado. Por outro lado, a adesão dela contribuiu para o afastamento de outros grupos, como o dos ruralistas. A ex-senadora ambientalista é cotada para ser vice-presidente na chapa socialista. Para começar a levar o candidato à todo o País, o PSB tem realizado uma série de seminários políticos em vários estados.

Outra dificuldade é a formação de palanques estaduais. Campos tem tido dificuldade de fechar candidaturas competitivas ao governo estadual nos principais colégios eleitorais do País; como São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia. Em dois desses casos, São Paulo e Minas, o PSB tem negociado a montagem de um palanque presidencial duplo com o PSDB, legenda que também disputará a Presidência com o senador mineiro Aécio Neves. Na segunda (30), o PSDB de Pernambuco anunciou que está aderindo à gestão Eduardo.

Apesar de ter conseguido visibilidade para o discurso da “Nova Política” e de assumir, de forma confiante, que venceu o ano de 2013, o governador pernambucano continua aparecendo em terceiro lugar nas pesquisas de intenção de voto. Segundo o último levantamento do Datafolha, publicado há um mês, Campos caiu de 15% para 11% na preferência dos eleitores. Na mesma pesquisa, a presidente Dilma Rousseff (PT) subiu de 42% para 47% e o senador tucano foi de 21% para 19%.

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