Deputado André Vargas do PT renuncia ao cargo de 1º vice presidente da câmara

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O deputado licenciado André Vargas (PT-PR), investigado por sua ligação com o doleiro Alberto Youssef, renunciou nesta quarta-feira ao cargo de primeiro vice-presidente da Câmara.

Vargas enviou uma carta à Câmara dos Deputados na qual explicou que tomou sua decisão para se concentrar em sua defesa, depois que o Conselho de Ética abriu processo para investigar a relação do petista com doleiro preso pela Polícia Federal.

Devido a essas suspeitas, o deputado já tinha pedido nesta segunda-feira uma licença não-remunerada de 60 dias para defender-se das acusações que negou várias vezes nas últimas semanas.

Segundo o deputado Ricardo Izar (PSD-SP), presidente do Conselho de Ética, esse grupo designará um relator do processo, que deverá apresentar um relatório sobre o caso em um prazo máximo de 90 dias, após o que se decidirá se Vargas perderá seu mandato parlamentar.

A ponta de um complexo emaranhado que vincula Vargas a uma quadrilha de lavagem de dinheiro foi uma viagem pessoal que o deputado fez em um avião de Youssef, dono de uma casa de câmbio e detido por sua suposta responsabilidade nesses crimes.

As explicações de Vargas para o uso do avião de Yousseff não convenceram nem seus companheiros do PT, que chegaram a sugerir que renunciasse, pois desse modo evitaria o processo de cassação.

A organização que teria Yousseff como um de seus chefes é acusada de ter lavado cerca de R$ 10 bilhões.

Segundo a PF, Yousseff tinha uma comunicação estreita e permanente com Vargas, que admitiu sua amizade com o doleiro, mas alegou que desconhecia totalmente as atividades em que estava envolvido.

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