Deputados da base governista criam “blocão” na Câmara

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henrique eduardo alves

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), negou nesta terça-feira (25) que a criação de um bloco informal por parlamentares da base aliada para negociar com o governo seja um movimento “contra a presidente Dilma Rousseff”. Segundo Alves, a base mantém o apoio à reeleição de Dilma, mas luta por mais espaço para os partidos.

Nesta segunda-feira (24), um grupo de líderes parlamentares do bloco de apoio ao governo se reuniu com o vice-presidente da República, Michel Temer, e com ministros próximos a presidente Dilma. Eles reclamaram da falta de diálogo do Executivo com os parlamentares e anunciaram a criação do bloco informal, chamado de “blocão”.

“Não é contra o governo o movimento, muito menos contra a presidente Dilma. Nós apoiamos abertamente a sua reeleição. É apenas que os partidos querem se fortalecer e a suas bancadas, com projetos que querem votar, [ter] visibilidade. E a com pauta trancada fica essa coisa inerte, constrangedora”, disse.

Os aliados no Congresso estão insatisfeitos com supostas quebras de acordo na liberação de emendas parlamentares de 2013 e com o fato de o Planalto ter trancado a pauta da Câmara ao carimbar projetos de seu interesse com o regime de urgência constitucional. O governo, para amenizar a insatisfação, prometeu que ao menos 12  ministros deverão se reunir com os  parlamentares semanalmente.

A promessa do encontro com os ministros foi reforçada na manhã desta terça durante reunião da ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, com líderes da base  na Câmara– incluindo membros do chamado “blocão”. Os chefes de cada pasta deverão receber pedidos e reclamações de parlamentares sobre ações específicas de cada ministério. Para Alves, a presença dos ministros no Congresso deve ser uma constante.

“Isso é o  dia a dia [parlamentar dialogar com ministro]. Não é concessão de nenhum governo, não. É direito do parlamentar, é o compromisso que assumiu com a sua base de atender estado e município. É direito ao Legislativo. É respeito ao parlamento”, disse Alves.

Líder do governo na Câmara, o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), disse que ao menos três ministros deverão ir ao Congresso na semana seguinte à do Carnaval. Segundo ele, o governo irá fazer pente-fino para verificar quais ministérios deixaram de cumprir demandas de deputados.

“Houve ministérios que não cumpriram, por exemplo, o que é importante para os municípios – e deputados e senadores são porta-vozes na reivindicação de emendas. Por parte do governo, vai haver um pente-fino para saber quem deixou de cumprir”, disse Chinaglia.

O líder também disse que, da mesma forma como os parlamentares querem ser ouvidos pelo Executivo, o “o governo retribuiu com a mesma moeda” e “quer mais diálogo”.

Com informações do G1.com

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