Em discurso na ALEPE o governador Eduardo Campos critica a política econômica de Dilma

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Pré-candidato à Presidência da República, Eduardo Campos fez, ao longo de uma hora e dez minutos, na Alepe, uma retrospectiva das ações realizadas em seu governo, criticou a política econômica da presidente Dilma Rousseff e recapitulou alguns dos projetos considerados carros-chefes da gestão: Pacto pela Vida, Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM) e o Programa Ganhe o Mundo. Como o socialista termina o mandato este ano, foi a última vez que ele discursou como governador na abertura dos trabalhos da Casa Joaquim Nabuco. Eduardo deve deixar o governo do Estado no dia 04 de abril.

A seca, as manifestações de junho, a crise econômica mundial também fizeram parte da fala de Campos. “A crise que impactou as principais economias globais desde 2008 e que veio afetar significativamente a economia brasileira a partir de 2011 recrudesceu em nosso País no ano de 2013, muito em função da manutenção de um modelo econômico calcado em desonerações tributárias para estímulo ao consumo, política que, além de não ter sido capaz de gerar riquezas para o país e de afastar a ameaça da volta da inflação, ainda penalizou fortemente as receitas do nosso Estado e dos nossos Municípios”, disse Campos.

Ao longo da prestação de contas, o governador também afirmou que o Estado arrecadou R$ 28,08 bilhões e gastou R$ 27,13 bilhões, gerando um superávit de R$ 951,9 milhões, em 2013.

A informação, no entanto, é rebatida por um relatório divulgado pelo Banco Central (BC) afirmando que, no Estado, as despesas com pessoal, custeio e investimentos registraram déficit de R$ 1,5 bilhão.

Indagado sobre os números, Eduardo Campos reafirmou ter havido superávit. Segundo o governador, o BC não levou em conta a poupança do Estado. “Só contabilizam o que entra de receita a partir de janeiro. Pernambuco foi o Estado que mais investiu das regiões Norte e Nordeste”, disse.

“Desde 2012 nosso Estado tem sido um dos que mais investe dentre todos os da Federação, tanto em valores absolutos quanto em valores relativos, e em 2013 nosso volume de investimentos só foi menor que os de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.”

OPOSIÇÃO –  Além dos deputados do PT e PTB que ingressaram formalmente na bancada oposicionista na Alepe, os deputados do PSDB – Daniel Coelho, Betinho Gomes e Terezinha Nunes – também vão continuar ocupando o espaço da oposição na Casa. Os parlamentares comunicaram a decisão nesta segunda-feira, durante o início dos trabalhos legislativos no ano de 2014.

Os parlamentares do PSDB prometem manter uma postura oposicionista, apesar de o partido ter declarado apoio ao governador Eduardo Campos.

Com a decisão, 13 dos 49 deputados na Alepe ficarão no campo oposicionista, são eles: Teresa Leitão (PT), Sérgio Leite (PT), Manoel Santos (PT), Odacy Amorim (PT), Adalberto Cavalcanti (PTB), Augusto César (PTB), Sílvio Costa Filho (PTB), Julio Cavalcanti (PTB), Maviael Cavalcanti (DEM), Ramos (PMN), Terezinha Nunes (PSDB), Betinho Gomes (PSDB) e Daniel Coelho (PSDB).

Com informações do Blog do Jamildo

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