Informe Técnico com Robson Mororó: Reciclagem de origem animal

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robson mororó nova

A palavra reciclagem está intimamente relacionada a produtos como vidros, plásticos, metais e papeis, contudo há produtos diferentes destes que sofrem este processo. A reciclagem de resíduos de origem animal se encaixa nesta situação, sendo desconhecida da sociedade e apresentando um papel relevante ao meio ambiente, além de econômico, para o segmento que produz e comercializa carne.

A carne é definida como sendo constituídos pelos tecidos animais (via de regra o tecido muscular) utilizados como alimento. Em termos gerais, as carnes no Brasil podem ser subdivididas em carnes “vermelhas” e “brancas”, sendo as primeiras originadas principalmente do abate de bovinos, bubalinos, suínos, ovinos e caprinos; as brancas são originadas do abate de aves e peixes.

Estes resíduos são gerados no abate de animais para o consumo humano e casas que comercializam as carnes e podem ser transformados em produtos como sebos e farinhas de carne e ossos em plantas industriais denominadas de Graxarias.

Dentre os inúmeros tipos de resíduos gerados pela sociedade moderna merecem destaque os oriundos do abate de animais e preparo de carnes para consumo humano, pois, apresentam quantidades significativas, além de problemas sanitários e ambientais. São geralmente gerados em áreas urbanas e podem causar impactos indesejáveis pelo alto teor orgânicos que contêm. Esses resíduos são normalmente chamados de resíduos de origem animal (ROA).

O aumento da população mundial e os custos de produção da agricultura convencional incentivaram, nas ultimas décadas, as pesquisas sobre fontes alternativas de proteínas.

Do processamento de carnes resultam diversos subprodutos: sangue, vísceras e ossos, dentre outros. Uma tarefa muito importante da indústria de carne é, então, a máxima transformação desses subprodutos, dentre os quais se destaca o sangue, em produtos alimentícios, o que viria contribuir na suplementação do nível de proteínas e aumentar a eficiência dessas indústrias.

O Brasil produz, anualmente, em seus abatedouros cerca de 655 milhões de litros de sangue, que até o momento é mal aproveitado, sendo usado, apenas em partes, em rações para animais e fertilizantes ou na elaboração de chouriço e molhos. A maior parte é lançada nos mananciais hídricos constituindo-se em significativamente fonte poluidora. MOURE et al., 1998.

Apesar das potencialidades, a pequena utilização de sangue para consumo humano tem como principal obstáculo a coloração escura dos produtos à base de sangue, ou aos quais estes são adicionados.

Não é recente esta preocupação pelo meio no qual se vive, mas é nas últimas décadas que se torna cada vez mais visível ao conhecimento de todos. A forma de pensar de que o meio ambiente é um recipiente de resíduos e dejetos de produção e consumo, passa de longe aos olhos de quem tem a consciência de que este meio também tem seus limites.

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