Informe Técnico sobre o Meio Ambiente: A Propagação do Fogo

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Informe Técnico com Robson Mororó

Três fatores contribuem para a propagação do fogo: os ventos, os combustíveis e a topografia. Os ventos são o fator que mais interfere na velocidade de propagação e intensidade de um incêndio. Em uma região com ventos fortes o incêndio tende a se propagar mais rápido, a até 23km/h. E o calor produzido pelo fogo ainda produz rajadas que aumentam em até 10 vezes a velocidade dos ventos locais criando, em alguns casos, redemoinhos de vento que lançam para longe do incêndio principal, dezenas de labaredas e pedaços de galhos em chamas, formando novos focos de incêndio.

O combustível é tudo o que se encontrar pelo caminho do fogo, vegetação e até mesmo casas. Quanto mais seca se encontrar a vegetação, mais espaçada (quanto maior a densidade maior o acúmulo de umidade e menor a quantidade de oxigênio disponível), e maior a quantidade de arbustos e grama, ou árvores menos robustas, mas fácil é a propagação do fogo.

Já a topografia interfere no sentido de que o fogo tende a se propagar mais rapidamente na subida do que na descida. Isso ocorre porque geralmente, o sentido do vento em uma montanha ou colina é para cima, o que faz com as chamas e a fumaça fiquem neste sentido, secando a vegetação que está logo acima e fazendo-a queimar mais rápido. O bom disso, é que quando um incêndio atinge o topo de uma colina, ele geralmente se extingue, pois o combustível abaixo já foi todo queimado e ele não conseguirá se propagar em sentido contrário ao do vento. Mas o contrário pode ocorrer. Se o vento estiver em sentido de descida, o fogo pode se propagar para baixo. Mas isso é bem mais raro.

Algumas medidas podem diminuir muito as estatísticas brasileiras de ocorrência de incêndios: fazer queimadas só com a autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e de maneira controlada; apagar o fogo feito em acampamentos utilizando água, para evitar que a brasa seja levada pelo vento para as matas; não jogar pontas de cigarros acesas próximas de vegetação; não utilizar qualquer tipo de fogo em reservar ecológicas ou parques florestais.

Dados para conhecimento:

“Segundo a revista “Science”, a queimada de florestas tropicais, savanas  e terras agrícolas é responsável em 19 % pelo aquecimento global. A queimada ecologicamente incorreta ainda é um mecanismo muito usado na economia mundial e no fluxo de energia global”.

“Até o início do século 21, Brasil, Malásia  e Indonésia foram os países que mais devastaram suas florestas através de queimadas. Entre os anos de 1997 e 2006, os trópicos asiáticos, através de queimadas, contribuíram com 54% das emissões. Nos trópicos americanos, incluindo a Amazônia, foram emitidos 32%, a África ficou com 14%”.

“Os principais focos de calor  por queimadas do planeta está situado na Amazônia e no Mato Grosso. O nosso planeta Terra é grande detentor de carbono, o que o torna inflamável”.

“Devido às mudanças climáticas, o fogo está mais presente nos biomas, gerando prejuízos domésticos, empresariais, sociais e ambientais. Devido ao El Niño de 1997-98, a Ásia tropical e a América Latina ficaram mais secas e mais inflamáveis, pois a seca nos biomas favorece o aparecimento de focos de incêndio”.

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