Morre em Brasília um dos presos dos atos de 8 de janeiro; Cleriston Pereira da Cunha morreu aos 46 anos de idade

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Cunha foi preso dentro do Senado no dia 8 de janeiro e desde então estava preso. Em abril, ele foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por cinco crimes e tornou-se réu. Ainda não havia previsão de quando ele seria julgado em definitivo. Com certeza o STF não vai condenar um morto.

No mês de setembro, a PGR concordou com um pedido de liberdade apresentado pela defesa de Cleriston. O órgão considerou que o fim da fase de instrução, com as audiências das testemunhas e do próprio réu, possibilitava que ele fosse solto. Infelizmente, não há mais tempo para análise.

O advogado de Cleriston Cunha, Bruno Azevedo de Sousa, havia solicitado a conversão da prisão preventiva em domiciliar, ele alegou que Cunha tinha “sua saúde debilitada em razão da COVID-19, que lhe deixou sequelas gravíssimas, especificamente quanto ao sistema cardíaco“. Na ocasião, anexou um laudo médico onde mostrou que havia “risco de morte pela imunossupressão e infecções“.

O ministro do STF, Alexandre de Moraes, relator do caso, não chegou se quer a analisar o pedido de soltura. Após a divulgação da morte Cleriston, Moraes determinou que a direção do CDP II deve enviar “informações detalhadas sobre o fato“, incluindo cópia do prontuário e relatório dos atendimentos realizados.

Cabe ao Congresso Nacional, legítimo representante do Povo Brasileiro, cobrar explicações sobre o episódio. O porquê da demora na análise do pedido de soltura, quando ao mesmo tempo houve celeridade para condenação de outros envolvidos. Bem como, exigir que o STF possa se pronunciar sobre a situação de saúde de cada um dos presos.

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