Prefeito do PT vai ter que se explicar sobre apoio a Paulo Câmara

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O apoio do prefeito de Abreu e Lima, Pastor Marcos (PT), à candidatura de Paulo Câmara (PSB) ao governo do Estado pode resultar na expulsão do petista da legenda. Ontem à noite, a declaração do prefeito feita durante ato do PSB no domingo foi o principal assunto da reunião ordinária da executiva do PT, realizada na sede do partido, no bairro de Santo Amaro. Hoje, as direções municipal e estadual voltam a se reunir para tratar do assunto.

O prefeito Pastor Marcos será chamado para prestar esclarecimentos. A partir do que ele informar, será definido se o petista vai ser alvo de um processo disciplinar da legenda ou não. “Ele está servindo a um adversário nosso. Soou como fortalecimento do adversário e, consequentemente, um enfraquecimento nosso”, disse a presidente estadual do partido, a deputada estadual Teresa Leitão. A parlamentar informou que, de acordo com o estatuto do PT, as punições podem ir desde uma advertência até a expulsão do partido.

No entanto, a atitude do prefeito não foi encarada como surpresa pelo partido. “Esse prefeito de Abreu e Lima, todo mundo que fala dele, diz que não é novidade isso que ele fez, que ele não tem identidade com o partido”, acrescentou Teresa. Pastor Marcos poderá se defender. “Tem todo um processo, não é fácil ser expulso do PT. Tem amplo direito de resposta, tem que respeitar todos os trâmites”, explicou.

“O partido tem uma candidata à Presidência (Dilma Rousseff) e ainda vai decidir se terá a governador. Portanto, qualquer posição discordante, seja de militante ou candidato, será alvo de processo”, completou o vice-presidente do PT, Bruno Ribeiro.

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