Tragédia em Santa Maria (RS) ocorreu após sucessão de erros

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Erros de gerenciamento da casa de shows foram a causa da tragédia de ontem, em Santa Maria, no interior gaúcho, segundo especialistas ouvidos pela Folha. De acordo com eles, a lição que fica é que é preciso cultivar uma cultura de prevenção a grandes incêndios no país. 
O incêndio deixou ao menos 231 mortos (a maioria por asfixia) e 106 hospitalizados. A boate Kiss era uma das principais casas noturnas da cidade e era famosa por receber estudantes universitários. Segundo o coordenador da Defesa Civil, Adelar Vargas, o fogo começou na espuma de isolamento acústico quando um dos integrantes da banda que se apresentava acendeu um sinalizador, que atingiu o teto. 
O guitarrista da banda Gurizada Fandangueira, Rodrigo Lemos Martins, também disse à Folha que o fogo começou depois que o sinaleiro (chamado por ele de “sputinik”) ter sido aceso. Um segurança da casa e o vocalista da banda tentaram apagar o incêndio, afirma o guitarrista, porém o extintor não funcionou. 
Jovem que foi a Santa Maria morre ao lado de namorada em boate 
O namorado da estudante do curso técnico de alimentos Susiele Cassol, 19, chegou na manhã do sábado (26) a Santa Maria (323 km de Porto Alegre). O plano de Roger Dall’Agnol, 21, e dos pais de Susiele era passar o final de semana com a jovem, que mora na cidade. Susiele e Roger morreram durante o incêndio na boate Kiss.

Casal comemorava empregos em Santa Maria (RS); só ela sobreviveu

“No último momento que o vi ele brincou: ‘tá pegando fogo, vamos sair’, meio de deboche. Mas depois só veio escuridão e eu já fiquei tonta”, conta a estudante Débora Mello da Silva, 23, que teve o namorado morto no incêndio.

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